Relatório de campo de estágio

Abaixo está minha primeira versão do meu primeiro relatório. Esta foi a primeira etapa do meu estágio, que está ocorrendo no ano de 2019 e terminará em 2020. Alterei as identificações, de modo a torná-las fictícias. Espero que você, leitor(a), curta acompanhar esta minha nada simples jornada:

Escola de Ensino Básico Antônio Campos! A escola em que me formei no ensino médio é agora a escola em que, com muita emoção, dou início às minhas observações de estágio. Ela fica situada na região central de Cantas, no bairro Nova Petrópolis, rua Bahia e número 2450. Do ensino fundamental ao médio, funciona nos períodos matutino, vespertino e noturno.                   

Fazem parte de sua estrutura vinte salas de aula: dezesseis situadas no piso superior e as restantes no inferior, sendo três de séries iniciais e uma AEE (Atendimento Educacional Especializado). Há ventiladores em todas as salas de aula e duas possuem ar condicionado. Bebedouro e banheiros do piso superior em desuso, estando estes trancados. Direção e sala dos professores ficam no segundo piso. No primeiro estão: a cozinha, o refeitório (no qual fica disponibilizado em sua parede um cardápio mensal), pátio amplo, bebedouros, sala de tecnologia com dez computadores (e em desuso por falta de profissional específico), secretaria, auditório e biblioteca climatizados.

Quanto à última, encontrei uma sala organizada, repleta de obras clássicas. Livros distribuídos nas prateleiras, comtemplando os mais variados gêneros: do romance (brasileiro e estrangeiro) ao conto, teatro, novela, crônica e poesia. Outras áreas da biblioteca são destinadas a livros dos professores e livros didáticos. A bibliotecária mencionou a ida de alunos das séries iniciais para ouvirem histórias e durante esse momento uma plaquinha decorada ficou do lado de fora da porta para não haver interrupções durante a contação.

Encontrei o banheiro inferior feminino limpo e em bom estado, apesar de estar sem papel toalha. Das cinco portas, duas tinham papel higiênico. Não muito longe dali estão em bom estado as quadras de esporte da escola, que são duas: uma coberta com arquibancada e banheiros e a outra de areia ao ar livre. A estrutura também conta com um espaço destinado às bicicletas dos alunos.

Pelos corredores e paredes da escola não encontrei produções dos alunos. De exposições, achei no refeitório dois banners: um sobre alimentação saudável e outro sobre obesidade, mais alguns folders no pátio.

No início da manhã havia uma turma ociosa. Fui informada de que quando um professor falta, os alunos ficam no pátio, sob observação da secretaria.

Seu jardim é limpo e os arredores estão organizados, grama aparada, muros limpos, cercas em ordem. Não há flores e as cores se reduzem ao creme, vermelho e verde da bandeira catarinense.  

A escola fica situada em frente a um trilho de trem. Como vivo em um bairro vizinho ao da escola, sei que as passagens de trem não são diárias, portanto, não constantes. Entretanto, como também fui aluna da escola, nas poucas vezes em que o trem passou durante o horário escolar, percebi o incômodo que o som pode causar no processo de ensino-aprendizagem, tornando-se um problema:

Pesquisas comprovam que estímulos sonoros inadequados propiciam dificuldades de aprendizagem, devido à ininteligibilidade do som, à dificuldade de comunicação professor/aluno. Nas áreas escolares, os valores recomendáveis, em decibéis [dB], são: de 40 dB, para as salas de aula, e de 70 dB, para outras dependências. (RIBEIRO, 2004, p. 111)                                                                

 Não apenas um problema na prática pedagógica, como é também uma questão de saúde. Em um TCC que aborda cálculos de medidas sonoras de trens em determinadas regiões de Curitiba, a pressão sonora chegou a ultrapassar o dobro do valor supramencionado (ultrapassou a 100dBA). As áreas calculadas na pesquisa apresentam uma equivalência em relação à área da escola Antônia Alpaides. Isso quer dizer que quando um trem passa em sua frente, o valor da pressão sonora no ambiente ultrapassa a 100dBA.                                                                                                                         
Com prontidão, a diretora o entregou o PPP da escola: “está em processo de atualização”, informou. Também recebi o documento em meu pen-drive. Conforme a capa do documento o PPP é de 2018. De acordo com ele, quarenta e quatro professores são efetivos e quarenta e seis são ACT’s. Há também cinco zeladoras, duas vigilantes e três merendeiras. De 1259 alunos matriculados, 70% têm seu domicílio perto da escola e o restante é oriundo de bairros vizinhos.                                                                        

No tocante à formação acadêmica dos profissionais, encontrei registrado no PPP que: 35 funcionários possuem graduação em licenciatura e 39 possuem especialização. Especificações às formações, encontrei somente as do corpo diretivo. Todos, que eram três, possuem uma graduação plena em licenciatura e uma especialização e são elas: graduação em História e especialização em Educação Básica; graduação em Pedagogia e especialização em Psicopedagogia; graduação em Geografia e especialização em Metodologia do Ensino da Geografia.  
                                                                                   
Acerca dos projetos na escola e os quais pude confirmar sua vigência até o momento, são: fanfarra, contação de histórias e PROERD. Há também participação ativa da comunidade na APP e um conselho deliberativo. Ambos formados por pais e professores, se reúnem, uma vez a cada mês para tomada de decisões, conforme registrado no PPP.

No que tange a metodologia de ensino da escola, o PPP adota o seguinte posicionamento:

A escola entende que, no processo de mediação social, os docentes precisam utilizar diferentes instrumentos e metodologias para garantir a construção do conhecimento novo pelo aluno. Ainda nesse processo, a relação teoria e prática se mostram necessárias e indispensáveis. Assim sendo, a escola investe em recursos materiais para que a prática pedagógica dos docentes seja rica de estímulos: Passeio de estudo; Dinâmicas de grupo; Atividades individuais; Atividades complementares e Projetos de Pesquisa. (PPP, 2018, p 109).

Ao observar os alunos, pude perceber algo em comum em todos eles (e que não é uma surpresa): o celular. Nos corredores, no pátio e até durante as aulas. Não há como fechar os olhos para este fato ao se pensar no ensino. Os PCN’s demonstram: “(…) não há como negar que as novas tecnologias da informação cumprem cada vez mais o papel de mediar o que acontece no mundo, editando a realidade.” (p. 89)

Por fim, é impossível não mencionar que durante minhas primeiras observações iniciou-se um novo capítulo em minha vida, ao passo que dou continuidade ao processo de construção de minha identidade como professora. Se antes eu fui aluna da escola Antônia Alpaídes Cardoso dos Santos, a partir de agora vivenciarei o outro lado da moeda.

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Referências:

Projeto Político Pedagógico Escola de Ensino Básico Professora Antônia Alpaides dos Santos, Joinville/SC, 2018.

RIBEIRO, Solange Lucas. Espaço Escolar: Um elemento (in)visível no currículo. Feira de Santana, n.31, p.103-118, jul/dez, 2004.

GUITIERRE, Lucas R.; DIRENE, Rui P. Avaliação dos níveis de ruído provocados por trens em bairros residenciais próximos ao centro de Curitiba. 2013. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia de Produção Civil) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

 

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Todas as vezes que cultivas um pensamento,
Lembra-te que ele fixará com traço firme
Uma história em teu semblante.

Todas as vezes que te alongares sobre um pensamento,
Lembra-te que ele deslizará para o teu interior
Tornando-se uma fibra de tua alma

Todas as vezes que emitires um pensamento
Lembra-te de que ele será uma força
Através do Universo
Por toda a eternidade.

Poema extraído do livro Supremo propósito

A primeira vinda

Veio, na mais escura das noites, para um mundo ofegante, uma terra deserta. Veio no silêncio, para um mundo à espera, como uma sombra espera. Veio como uma onda, um pássaro crepuscular. Asas que rompem águas profundas, os anseios dos sonhos, os suspiros das almas. Veio com ternura, no murmúrio do que recém nasceu, na dor do coração ferido. Veio como um sussurro, suave como brisa nos prados. Veio na canção das estrelas. Veio como uma chuva, inesperado, enquanto os olhos se voltavam aos poderosos, seus punhos de ferro, seus espetáculos. Veio como névoa, como a lágrima da mãe, o suor do solo, o orvalho na teia de aranha, o gado no estábulo. Veio ao que era seu, foi as mãos abrir, seus braços estender, os olhos acender, e acordou, como flor desabrochando, como chama na escuridão, e todos que viram sua luz, entenderam. 

Dan Stevers
[ https://www.youtube.com/watch?v=b95TbzFZ7A0 ]

Nova vida de união

Oh, sagrada união com a Perfeita Mente
Alegria sublime que só Tu podes dar;
Para o mundo morrem, vivendo em Ti somente
Os que tão preciosa pérola logram encontrar

Em Teus braços de amor eu me reclino,
Prendo-me a Ti e abandono os restos meus,
Minh’alma, alegre (pois morrer já sabe), 
Vida nova achou, no infinito Deus.

Continua, aprende esta lição da cruz,
Trilha o caminho por outros já trilhado
Os quais, considerando tudo como nada
Na morte para o eu, a vida de Deus têm encontrado. 

John Gregory Mantle
Do livro O Supremo Próposito de DeVern F. Fromke

Soneto 18

“Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.”

William Shakespeare

Prayer is the soul’s sincere desire

“Prayer is the soul’s sincere desire,
Uttered, or unexpressed;
The motion of a hidden fire
That trembles in the breast.

Prayer is the burden of a sigh,
The falling of a tear;
The upward glancing of an eye
When none but God is near.

Prayer is the simplest form of speech
That infant lips can try;
Prayer the sublimest strains that reach
The Majesty on high.

Prayer is the Christian’s vital breath,
The Christian’s native air;
His watchword at the gates of death;
He enters rest with prayer.

The saints in prayer appear as one,
In word, and deed, and mind;
While with the Father and the Son
Sweet fellowship they find.

O Thou, by whom we come to God,
The Life, the Truth, the Way,
The path of prayer Thyself hast trod—
Lord, teach us how to pray.”

 

Written by James Montgomery.

O sol não brilha para si mesmo

“Nada na natureza vive para si mesmo. Os rios não bebem sua própria água, as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo e as flores não espalham sua fragrância para si. Jesus não se sacrificou por si mesmo. Viver para outros é uma regra da natureza. Todos nós nascemos para ajudar uns aos outros. Não importa quão difícil seja a situação em que você se encontra, continue fazendo o bem aos outros” – Jorge Mario Bergoglio